
Verdade seja dita: você pode estar com as melhores e mais caras roupas da vitrine ou coberto de joias, mas se sua estima não estiver em dias nada disso valerá. A imagem que você emitirá para as pessoas é de um ser fracassado – até o seu jeito de andar fica meio atrapalhado.
Digo isso por experiência própria. Durante muito tempo fui vítima da síndrome do patinho feio. Vivia aplaudindo todos, menos a mim mesmo. Admirava os inteligentes, ficava boquiaberto com os vencedores; sem saber eu que poderia desenvolver meus dons e talentos para chegar a excelência também. Acordei a tempo de sair deste estágio de “coitadismo” para alcançar a autoestima necessária para ser quem hoje eu sou.
Não é fácil livrar-se de um complexo, seja ele qual for. Comumente somos levados a crer que as pessoas reprovarão quando decidirmos tomar uma atitude e modificar nosso jeito de ser. Quem está acostumado com pouco quase sempre fica com medo de partir para o muito. É normal. Só não dá para estagnar ai. Enquanto não tomarmos a decisão de cuidar da nossa vida (sem se importar com o que os outros pensarão ou falarão), nenhuma mudança se revelará.
Mas o que é mesmo esta tal de autoestima? É um sentimento de enxergar-se por igual. É olhar para si e aprovar tudo o que você é sem se comparar a ninguém. É ter a coragem de sair de casa, ir a uma festa, falar com os amigos e enfrentar os olhares daqueles que passarão pelo caminho. O mais interessante desta história toda é que, se tratando de um sentimento, a autoestima pode perfeitamente ser desenvolvida a qualquer época da vida. Nunca é tarde para parar de pensar mal sobre si mesmo.
Olho para trás e vejo quanta coisa boa perdi, simplesmente por ter criado uma falsa imagem de mim. Achei defeitos onde não havia e vivi muito tempo sem criticar meus pensamentos negativos. O problema não estava no mundo, mas em mim mesmo. Criticava as pessoas por imaginar o que elas estavam pensando de mim (olhe que coisa sem graça: vivemos o tempo inteiro tentando imaginar o que os outros pensam a nosso respeito, como se isso importasse para algo) e não me permitia agir naturalmente, do jeito como a vida deve ser.
A alto-estima faz milagre na vida de qualquer um. Não faz a pessoa sentir-se melhor ou pior do que ninguém, ao contrário, nos torna mais humanos à medida que começamos a enxergar as pessoas por igual, sem descriminar aqueles que nos parecem estranhos. Onde faltou o amor, podemos concluir que faltou uma pitada de alto-estima para irrigar a relação.
Ainda dá tempo. Conselho de amigo. Reveja suas atitudes e seja sincer@ em responder: você se ama de verdade? Qual a imagem que você passa quando está próximo de alguém desconhecido? Você tem tido tempo para enumerar suas qualidades e crescer com seus defeitos? A sinceridade consigo mesmo é o primeiro passo para curar-se de uma baixo-estima. O segundo - e talvez o mais difícil – é ter a coragem de agir diferente, enfrentando os “monstros” que estão na nossa cabeça e se permitir ser você onde quer que você esteja. Possível é, só resta começar.


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