""Eu também" deveria ser proibido nos diálogos amorosos. Ou a pessoa diz "eu também sou louca por você", "eu também não vejo a hora de a gente ficar junto", "eu também nunca senti isso antes", ou não diz nada. Apenas sorri. Pô, pelo menos sorrir, o que é que custa?
Abaixo o "eu também" resumido. O "eu também" sorumbático. O "eu também" automático. Automático, sim. Experimente segurar o rosto da pessoa que você ama entre suas mãos, ficar face a face, bem perto mesmo, e dizer com os olhos semi-abertos e a voz mais macia do mundo: "eu te detesto". O outro vai responder "eu também" cheio de amor pra dar. Um distraído, isso é o que ele é.
Na hora de declarar-se, não basta o sujeito e o advérbio: queremos verbo."
Martha Medeiros é colunista do Almas Gêmeas.

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